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19/09/2012

Da rede pro palco – o grande apartamento de Cícero

Filed under: Dicas,Eventos,Música,Vídeos — Gabriel Kernnuak Farias @ 17:34
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Lembro como se fosse ontem: eu tinha um blog dedicado exclusivamente a falar de música e peripécias afins – sim, musicófilo de carteirinha, embora a tenha perdido na beirada de algum palco – quando uma amiga comentou comigo que tinha achado o lançamento mais legal de 2011. Tudo à distância, pela internet. Mais dois cliques e a melodia, crescente, ecoava pelo quarto – e não que isso significasse muita coisa, mas só reforça a imagem de que Cícero Rosa Lins personifica uma geração de artistas que devem à web toda a exposição que tiveram, especialmente no início de suas carreiras.

A rápida popularização do álbum Canções de Apartamento (2011) pode fazer parecer que se trata de mais um sucesso meteórico na música brasileira. Não é bem por aí. Além de DJ, Cícero integrava a banda Alice, fundada em 2003. Em seu background musical constam ecléticas referências: de Gram a Explosions In The Sky passando por The Strokes (Cícero fez um cover de Barely Legal na comemoração de dez anos do debut da banda, promovida pelo Rock’n’Beats), nada foge aos ouvidos do cantor, que imprime suas influências em cada uma de suas composições sem, contudo, deixar de ser original.

Comparações existem – há quem diga que existe um tanto de Los Hermanos em Canções de Apartamento; outros apelam ao velho jargão da nova MPB para descrevê-lo – mas não são suficientes para definir o repertório multifacetado do artista. Entre o açúcar e o adoçante, Cícero segue sendo uma doce descoberta da música contemporânea.

Cícero é uma das atrações do festival Sai da Rede no segundo fim de semana de shows. Você encontra mais informações no site do evento.

SAI DA REDE

Dia 22/09, Sábado, às 16h
Praça do Patriarca, Centro – SP
Grátis

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11/10/2011

Interações Geram Interações

Olá Pessoal,

Há quanto tempo que eu não escrevo aqui hein?!  Para ser mais realista, há quanto tempo não interajo nas redes sociais – pelo menos no Twitter, ou no Google + (aliás, quem usa?) !

E é interessante, sendo um expectador, notar como elas funcionam. Elas não são mais do que um serviço onde o produto é você.

Se você não está pagando por elas, você não é o cliente, você é o produto sendo vendido.

Interações Geram Mais Interações

Interações Geram Mais Interações

É com elas que você gasta os cliques do seu mouse, e as teclas de seu teclado. Você publica no mural das outras pessoas, menciona-as na rede, as cutuca, manda mensagens privadas, esperando que você possa receber interações de volta. Outra opção é colar um texto ou uma imagem superbacanas no seu “mural”, para que um monte de gente curta e compartilhe com seus amigos, desse jeito muitos verão seu nome aparecendo em suas telas principais. Você quer ser importante.

Então eu fiz um breve monitoramento dos últimos tempos. A quantidade de requisições por você vai caindo tão drasticamente quanto distante das redes sociais você está. E é aí que o Twitter te envia um e-mail: @ClayKaboom, sentimos sua falta!”! Mentira! Nem um de seus “amigos”,”seguidores”, realmente notou a sua falta. Eles estão todos preocupados em serem notados gerando mais e mais frequentes interações com seus colegas de rede social, clicando nos links patrocinados, e dando dinheiro para os detentores das grandes empresas por trás desse imenso jogo.

Atualize seus relacionamentos, seus grupos de “melhores amigos”, ponha sua localização, liste seus parentes, e isso vai permitir que as redes sociais saibam mais sobre você e direcionem seu comportamento, sugerindo cada vez mais coisas com as quais você gosta de gastar seu tempo ou dinheiro.

Faça o teste você também: interaja com outras pessoas falando coisas ordinárias, e elas vão interagir com você por condescendência, ou pela expectativa do estabelecimento de um novo ciclo de interações. Se for esta, ela fará algo que exija que você a responda (como uma pergunta), se for aquela, provavelmente será uma risada ou uma afirmativa ( e isso significa que a pessoa tem uma rede interações de maior interesse com que se preocupar).

(Minha versão de ) Doug Funnie

(Minha versão de ) Doug Funnie dando Tchaus 😀

Bem, isso não é uma crítica às redes sociais, mas sim uma breve análise ( muito bem sabida por todos muitos) do que realmente significam as interações que fazemos em seus sites. Tratam-se de interações que dificilmente destacam tanto a pessoa quanto aumenta o valor da própria rede social. E há uma infinidade delas que são superficiais, o que me faz pensar sempre se o que vou postar é algo que traz algum benefício para os que verão aquilo, ou se meramente algo que espero que traga algum destaque entre os outros.

Como geralmente não tenho algo tão importante assim a ser postado, a segunda opção é a que prevalece. Mas tento treinar esse tênue agente de consciência para trabalhar em plano de fundo, o que me coíbe de ter algo a contribuir para o crescimento dessas ferramentas que de uma forma ou de outra giram muitos milhões de dólares num intervalo de tempo tão pequeno que muitos possam sequer um dia imaginar.

Com certeza, mesmo sabendo disso tudo, estamos cientes de que há algo em nós que gosta de gastar tempo nessas redes. O importante é saber gerenciar o nosso tempo enquanto estamos nelas.

Blogs e Vídeos

Outro tipo de interação são os posts em blogs e portais de vídeo. Esses são mais sutis porque não se identificam prontamente como redes sociais, mas definitivamente são. Nelas, você pode se socializar com outras pessoas, mesmo que seja xingando quem votou negativamente no vídeo.

Mas eu acredito que quem faz (não quem copia) o conteúdo nesses meios geralmente dedica-se muito mais para fazer algo de qualidade, e merecem muito mais mérito, pois são eles quem alimentam as mais popularizadas redes sociais (as das massas, as redes de consumo de conteúdo e de baixa produção do mesmo). O que seria do facebook, se não existissem os blogs de humor, ou os vídeos capazes de emocionar ( que causam alguma emoção, e não necessariamente o choro) as pessoas? O que as outras pessoas curtiriam? Somente os estados de humor e as realizações pontuais de outros (como esta que fiz só para testar a reação do pessoal)?

Motor Social da Internet retroalimentado

Redes Sociais de grande impacto alimentam as de interação interpessoal.

O que eu admiro nos blogs, vídeos, e sites, é a capacidade que eles tem de ser atemporais. Eles podem causar interações por muito mais tempo; e é exatamente isso que eu não gosto no Twitter, Facebook, ou qualquer coisa do gênero. Você curte aquilo, e logo elas se perdem na “linha do tempo”. E poucos são os que compartilham a mesma coisa duas vezes, acredito que sintam-se como alguém que fica repetindo a mesma coisa que falou para seus interlocutores periodicamente.

Então as Redes Sociais destinadas à produção de conteúdo, ou sites de mesmo fim, são os grandes responsáveis por alimentar as redes sociais das massas e se retroalimentar – graças aos tradutores e aos copiadores de conteúdo – mantendo o motor social virtual sempre ativo.

E digo que elas são atemporais, apenas por superficialmente analisar as estatísticas de acesso de alguns posts, como os do Castelo Rá-Tim-Bum e do Doug (por isso o desenhinho acima), o do ENEM ( que recebe interações sobretudo nesta época do ano), ou o da paginação no Word ( principalmente para os que estão fazendo TCCs), que mesmo tendo sido escrito há meses, ou anos, ainda rendem boas visitas, e certamente motiva o autor a continuar produzindo.

Por fim…

Ora, quem diria que eu conseguiria espalhar tantas palavras assim num campo de texto tão grande e desafiador?! Eu não diria. Mesmo assim, consegui fazer um post bem verborréico e, se você está lendo isto, agradeço-lhe muito.

Um grande abraço, e até a próxima ( que espero que seja bem próxima)

Clayton

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