Letras UFABC

24/08/2012

Quadrinhos de Liverpool

Filed under: Dicas,Geral,Música — Gabriel Kernnuak Farias @ 20:41
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Seguramente, os Beatles representam para a música aquilo que Shakespeare representa para a literatura. Sua obra, compreendida em um período de dez anos, é densa e plural: dos ie-ie-iês do Cavern Club e jaquetas de couro (muito antes de serem encontrados por Brian Epstein e ganharem ternos e Ringo Starr) à psicodelia e à profundidade de álbuns como Revolver e Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, a banda explorou todas as vertentes do rock – quiçá da música popular – de sua época. Mais do que isso: o quarteto de Liverpool foi um fenômeno que até então não tinha precedentes na história da música. Angariou uma legião de fãs e destacou-se por seu comportamento estético e rebeldia para definitivamente fincar seus pés na Abbey Road e no imaginário coletivo como ícones da cultura pop.

Mais de meio século passado após o início da banda (e no ano em que o single de Love Me Do, marco inicial da formação clássica do grupo, diga-se, completa 50 anos) é lançado o livro Beatles In Comic Strips. Idealizado por Enzo Gentile, jornalista e crítico musical, e Fabio Schiavo, detentor de um vasto arquivo de cartoons relacionados ao quarteto, o livro se propõe a apresentar cerca de duzentos quadrinhos relacionados ao grupo: dos mais populares aos mais raros e inacessíveis, dos mais antigos e obscuros aos mais recentes e difundidos, produzidos em quaisquer dos quatro cantos do mundo. Em algumas histórias a banda é protagonista; em outras é apenas citada e ainda há casos em que as próprias canções da banda são transportadas para o papel, enquanto os traços substituem o som da guitarra que consagrou o grupo. O livro encontra-se disponível no site da Amazon.

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23/03/2011

Doug Funnie

Alô Pessoal,

Pegando carona no post da Ana, vou escrever sobre o Doug Funnie, sob a série Gostinho de Infância. Esse seriado iniciou-se em 1991 e retrava um garoto com um narigão repleto de imaginação que – soube agora – tinha onze anos, mas para mim sempre teve no mínimo uns 15. Nesse post, vou mencionar algumas coisas interessantes do desenho, e algumas analogias que fiz com a vida ou com outros desenhos.

Doug Funnie

Doug Funnie

Acho que qualquer criança da época amava esse desenho, talvez porque ele explorava, assim como qualquer criança faz, cada momento como sendo uma chance para imaginar, sonhar: quem, sob uma situação de estresse ou perigo, não queria se tornar um super-heroi e resolver os problemas bem rápido?

O Doug criou o Homem Codorna, para se projetar fora do mundo ordinário, onde ele poderia voar, vencer o mal ( como seu inimigo de escola, Roger Klotz ) ou ficar com sua amada Patty Mayonnaise. E todas essas aventuras, imaginadas ou não, eram registradas, por desenhos ou textos, em seu “Querido Diário”, através de sua mão esquerda, porque o Doug era canhoto.

Homem Codorna

Homem Codorna - O Alter-Ego imaginário de Doug Funnie

Eu assistia a esse desenho na TV Cultura, por volta de 1996, acredito. Nessa época ele já não estava sendo mais produzido. Lembro que minhas tardes depois de chegar das aulas da primeira série eram recheadas de programas infantis como Doug, Castelo Rá-Tim-Bum, As Aventuras de Tintin, e Disney CRUJ, no SBT. Para mim o Doug Funnie e o Tintin eram parentes.

Doug Funnie e Tintin

Havia várias coisas que eu pensava que tinham relação entre si, e na maioria delas eu estava totalmente enganado. E só fui descobrir anos depois. Pensar que o Tintin era tio do Doug era uma delas. Acho que é por isso que sempre fui o último a ser escolhido nos esportes.

O Doug tinha um inseparável companheiro canino, o Costelinha; Tintin tinha o Milu. Ambos tinham esse formato de rosto arredondado. E isso era o suficiente para fazer essa relação. No resto eram bem diferentes, e eu diria que “As Aventuras de Tintin” era direcionado a um público um pouco mais velho, com suas histórias de detetive à la Sherlock Holmes.

Tintin e seu cachorro Milu (Milou)

Tintin e seu cachorro Milu (Milou)

Deixemos o Tintin de lado. Talvez para outro post. O foco é o Doug.

Doug e sua “Sociedade”

O desenho de Doug se passava em vários ambientes: familiar, escolar, de lazer. E apresentava desafios que todo jovem normal enfrenta: como passar em uma prova difícil, como manter o cara durão afastado de você, como falar com a menina que você gosta, como conseguir a permissão de seus pais para ir a um show, como se apresentar em público com aquela espinha enorme no nariz ainda maior, ou ainda a agonia de precisar de dinheiro para fazer algo que você quer muito e simplesmente não ter.

Nesses casos, só se pode contar com seu melhor amigo ( Skeeter ), a pessoa com quem se estabelece o primeiro contato após mudar para uma escola nova, em Bluffington, ou com seu diário, onde os problemas são confidenciados, e a solução é apresentada, de forma exagerada pela imaginação, mas motivadora o suficiente para conduzir a uma ação.

Skeeter é um cara de uma etnia bem diferente da do Doug, mas com muitas afinidades. Isso me lembra as minhas amizades de infância, que em sua maioria eram com pessoas etnologicamente diferentes. Fazendo uma indução dos casos, acho que pessoas que aparentam ser diferentes acabam se dando bem. Eu diria que Skeeter é o indiano das séries de hoje.

 

Doug e seu amigo verde, Skeeter Valentine
Doug e seu amigo verde, Skeeter Valentine

Doug, com seus 11 anos, também experimenta o início de uma vida amorosa: uma época da vida em que você não necessariamente diz ou faz coisas românticas para conquistar alguém. Embora ele não puxasse o cabelo da Patty, ou ficasse fazendo brincadeiras de mau-gosto, isso poderia ser bem representado pela má interpretação pela Patty das coisas que ele dizia, ou pela incapacidade de ele realmente dizer o que ele sentia por ela. Exceto em sua imaginação, é claro, através de seus atos de salvamento, nos quais nem sequer uma palavra seria necessária para que a mocinha declarasse todo seu amor pelo herói com um grande beijo ou abraço.

Doug apaixonado pela Patty Mayonnaise (Maionese)

Doug apaixonado pela Patty Mayonnaise (Maionese)

Patty Maionese - Morena de cabelos loiros

Patty Maionese -Morena de cabelos loiros

O Antagonista

Roger Klotz é o cara valentão da escola. Implicante com Doug, e compartilhando uma quedinha pela Patty Maionese, Roger sempre participa da imaginação de Doug como o vilão a ser vencido. Roger, na primeira versão do desenho vivia num trailer com sua mãe e gata, e depois, na versão comprada pela Disney, por algum motivo sua mãe enriqueceu e ele passou a viver numa mansão, aumentando sua arrogância.

Roger Klotz e seu cabelo com Gel.

Roger Klotz e seu cabelo com Gel.

Para mim, Roger lançou uma moda que só seria usada mesmo uns 5 anos depois: O uso de gel, muito gel. Essa é a única explicação para seu cabelo teso.

O Fim de Doug e seu reinício pela Disney

A versão original de Doug foi produzida pela Nickelodeon, de 1991 a 1994. Depois foi comprada pela Disney e continuada de 1995 a 1999, com um longa lançado em 2000. A versão da Disney certamente não agradou tanto o público original, porque fez mudanças muito radicais na personalidade e características físicas dos personagens. A versão da Disney retrata um Doug de 12 anos e meio, ao invés de 11 e meio, que não usa seu diário com tanta frequência, e é mais pé no chão, porque não usa tanto sua imaginação quanto antes.

Logo mais, veja as duas aberturas: a da Nick e a da Disney, para conferir como os personagens mudaram.

Se você tem alguma memória boa desse desenho, como o Sr. Bone, diretor da escola de Bluffington, cantando tirolesa, fique à vontade para comentar.

Sr. Bone e seu clube de tirolesa. "O le re í ruu"

Sr. Bone e seu clube de tirolesa. "O le re í ruu"

Abertura Original

Infelizmente eu procurei bastante no Youtube e não encontrei uma abertura original com qualidade melhor, então vai essa mesmo. Até hoje me lembro bem da musiquinha, sem letras, e consigo cantarolá-la bem.

Abertura Disney

A abertura da Disney mantém a linha da abertura original,mas já dá para perceber como os personagens estão diferentes.

É isso aí, pessoal! Espero que tenham gostado de degustar um pouco da infância das crianças dos anos 90.

15/03/2011

Castelo Rá-Tim-Bum,

Começamos hoje aqui uma série de posts muito especial pra você que nasceu no final da década de 80, começo da década de 90, é a série Gostinho de Infância.

Pra começar bem, falaremos aqui sobre o Castelo Rá-Tim-Bum, uma das obras-primas infantis da TV Cultura.

Bum bum bum, o Castelo Rá-Tim-Bum!

Quando começava mais uma vinheta do Castelo Rá-Tim-Bum era certeza que crianças do Brasil inteiro iam pra frente da TV esperar por mais um episódio, que não importava se era repetido, entretinha e educava.

O programa estreou em maio de 1994 e deixou de ser produzido em 1997, contudo, tal qual Chaves, é exibido até hoje!

A história centraliza-se nas aventuras de Nino, um “garoto” aprendiz de bruxo de 300 anos de idade, com seus amigos comuns Pedro, Biba e Zeca. No castelo, além de Nino, também moram seu tio Victor (de 3000 anos de idade) e sua tia Morgana (de 6000 anos de idade), além de vários seres mágicos, como a cobra Celeste, que vive numa árvore da sala. Há alguns personagens excêntricos que aparecem entre os episódios, como por exemplo: a repórter Penélope,  o entregador de pizza Bongô, o ET Etevaldo e a lendária Caipora.

FRASES QUE PEGARAM

O Dr. Abobrinha, digo, Dr. Pompeu Pompílio Pomposo é um especulador imobiliário que sonha em derrubar o castelo para construir um grande edifício no lugar:

“Esse castelo será meu, meu , meeeeeeeeeeu!”


Tio Victor, muito experiente, é o principal responsável por educar Nino. Quando fica bravo, tio Victor logo exclama:

“Raios e trovões!”


Zequinha é o mais novo da turma e também muito curioso, está sempre perguntando:

“Por quê?”

Ao que todos respondem:

“Porque sim, Zequinha!”


Para Telekid não tem essa de meias-respostas:

“Porque sim não é resposta!”

Ele sempre aparece para sanar as infinitas dúvidas de Zequinha, tintim por tintim.

 

O Mau vive nos encanamentos do Castelo juntamente com Godofredo. Mau adora desafiar os telespectadores, e se eles não conseguirem cumprir o desafio:

“Se vocês não responderem, ouvirão minha terrível gargalhada fatal!”


Muitas músicas e quadros menores também agradaram:

Meu pé, meu querido pé que me aguenta o dia inteirooo!

Lava uma mão, lava outra, lava uma!

Passarinho, que som é esse?

E quem não lembra da incrível caixinha de música ou da pianola?

Castelo Rá-Tim-Bum deu asas às nossas imaginações com tantas histórias, tal qual um bom livro! Os episódios eram muito amplos e além de entreter com suas cenas mágicas, educavam, tratando desde a curiosidade das crianças, esclarecendo muitas dúvidas com histórias divertidas, até assuntos como a diversidade racial, chegando a extrapolar essa questão a um ET (Etevaldo).

Não cheguei a citar metade do encanto do Castelo nesse post, mas se você quiser relembrar um pouquinho mais, acesse: Castelo – Wikipédia ou assista aos episódios na TV Cultura.

Até mais um próximo post da série Gostinho de Infância!

Ana

Letras UFABC

11/12/2010

“Contato Visual” – Cammie McGovern

Filed under: Geral,Novo Conceito — Letras UFABC @ 08:59
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Olá! Como vão?

Nessa semana, a nossa parceira, EDITORA NOVO CONCEITO, enviou-nos dois exemplares de um livro muito bacana escolhido pela equipe do blog: CONTATO VISUAL (clique para ler a sinopse)

Um exemplar ficará para o Letras UFABC  e o primeiro membro que ler fará uma resenha para o blog. E o segundo exemplar? Você já deve saber o que vai acontecer com ele! Ele será o prêmio de uma promoção do Letras! Isso mesmo! Fique atento e não perca a oportunidade de ganhar esse livro!

Agradecemos à EDITORA NOVO CONCEITO pelo envio e pelo apoio dado ao Letras UFABC no incentivo da cultura e da arte!

No site da editora você encontra mais livros que podem ser comprados online! Aproveite!

Até mais!

Ana

Letras UFABC

06/12/2010

Sarau- Letras UFABC!

Filed under: Eventos,Geral — dihmasc @ 20:03
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Dia 03/12 a UFABC foi invadida!

A Arte estava lá por todos os lados!

Começamos com uma bela declamação do Fabrício. Ao gritar palavras aos quatro ventos, todos os presentes puderem sentir um frio na espinha. Era pura emoção.

Apresentação de piano? Sim, tivemos! Onde você estivesse era possível escutar a bela melodia que fora tocada! Nas escadas, nas salas, eram os ritmos invadindo os sonhos.

Após mais uma rodada de leitura e declamações, a vida e o entusiasmo cigano adentrou nosso evento! Celso e Nicete encantaram a todos com seu gingado e suas histórias envolventes!

Uma breve história do povo cigano, suas motivações e seus rituais, um pouco de cultura para as almas sedentas.
Os ciganos colocaram os participantes para dançar! Sentindo a alegria fluir como se fôssemos um.

 

Piano e canto com a Priscila, como passáros em uma manhã, ou melhor, um coral de anjos.

Foto: Pablo Fiorito

Mais piano com Bernado tocando o tema de Toy Story!

Foto: Pablo Fiorito

Poemas e mais poemas! Tivemos até mesmo uma atração internacional, Ikuho, vinda do Japão nos promoveu um curioso poema em sua língua pátria!

Tivemos a Amanda tocando tamborim e recitando! O Roger sendo premiado pela Promoção Quase-Árvore! A Bruna, o Arthur, o Daniel, o Bruno, o Diego, a Ana, o Victor Canti, o Sérgio e mais gente recitando! A participação foi grande e ficamos muito felizes com isso!

Foto: Pablo Fiorito

Momentos lindos e indescritíveis, querem saber mais? Peguem nossas lembranças, pois cada uma vai ter algo de especial, algo mágnifico!

 

Foto: Pablo Fiorito

 

Agradecemos a todos pelo apoio e pela participação!

Para ver mais fotos, clique: FOTOS DO SARAU

 

Realização: Pró-Reitoria de Extensão UFABC, Letras UFABC, Revista Contemporartes, DCE UFABC

 

“Arte como crime; crime como arte”

Diego, Ana

Letras UFABC

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