Letras UFABC

13/07/2012

O dia do rock e outras pedras que rolam

Filed under: Eventos,Geral — Gabriel Kernnuak Farias @ 00:30
Tags: ,

Ontem (12) foi aniversário de 50 anos do primeiro show dos Rolling Stones. A banda nem tinha esse nome ainda – foram apresentados como Mick Jagger and The Rolling Stones – e tampouco um público fiel: cerca de 80 homens e 30 mulheres testemunharam os 50 minutos de apresentação da banda que viria a se tornar uma das mais populares e influentes de sua era.

Hoje é dia de rock, bebê!

13 de julho é o dia mundial do rock. Há exatos 27 anos Bob Geldof organizava o Live AID, evento que ocorrera simultaneamente nas duas grandes matrizes do rock mundial, Inglaterra e Estados Unidos. Os shows eram parte de um projeto beneficente e contaram com a participação de artistas consagrados como The Who, David Bowie e Queen. Desde então a data passou a ser lembrada como o dia mundial do rock.

It’s only rock ‘n’ roll but we like it!

No que depender dos alunos da Universidade Federal do ABC, a data não passará em branco. Haverá o encontro de alunos, músicos e apreciadores o gênero musical, além de apresentação de bandas no Bloco Sigma, em São Bernardo do Campo.

Mais informações sobre o evento aqui.

Anúncios

10/07/2012

Como ser um grande escritor

Filed under: Cinema,Geral,Vídeos — Gabriel Kernnuak Farias @ 17:08
Tags:

Atualmente Charles Bukowski é autor conhecido do público brasileiro. O que, de fato, não significa dizer que lhe é dado o devido reconhecimento – ao passo que possui uma parcela significativa de seus livros traduzidos para o português, o autor nunca conseguiu se livrar do estigma de subliterato.

Mesmo na peça chave de sua bibliografia, Misto-Quente, o autor se faz valer de altas doses de álcool e escatologia e uma quantidade razoável de palavrões, além de recorrer a figuras marginalizadas pela sociedade de forma a construir o cenário de pobreza no qual se desenvolve sua obra.

Presente em prosa e verso, a recente popularização do autor ganhou adaptações audiovisuais. “Como Ser Um Grande Escritor” é uma delas, laureada no Gramado Cine Vídeo 2009, na categoria “melhor ficção universitária”.

07/07/2012

O joio e o trigo do livro hi-tech

Filed under: Geral — Gabriel Kernnuak Farias @ 16:54
Tags:

No perfil do homem ideal não podem faltar cabelos negros, olhos verdes e sotaque britânico. Ele muito provavelmente tem aproximadamente 30 anos e apresenta expressões austeras. É assim: pelo menos segundo o que dizem os dados da editora Coliloquy, especialista no mercado digital da ficção interativa.

A ficção interativa (active fiction aos olhos e ouvidos anglófonos) é apenas uma das novidades advindas da popularização da literatura digital. Nela, leitor e escritor podem interagir em alguns momentos-chave do texto, de forma a explorar novas possibilidades no decorrer da narrativa. Sabe-se, por exemplo, que em Getting Dumped (Tawna Fenske) o personagem Colin é mais carismático entre os leitores do que Pete, também presente na obra.

De fato, a popularização da literatura por meio de dispositivos eletrônicos abre um leque de opções no que diz respeito à interatividade entre autor e leitor e à exploração de recursos multimídia na construção da narrativa, beneficiando a experiência da leitura. Por outro lado, essa experiência passa a ser monitorada durante todo o tempo, produzindo dados que, posteriormente, dão origem a novas métricas, modificando drasticamente os processos de criação e publicação de uma obra.

Não faltam exemplos de que esses dados estão sendo produzidos e constantemente auferidos. É sabido, por exemplo, que aproximadamente 18 mil usuários do Kindle destacaram a frase “Porque, às vezes, acontecem coisas com as pessoas e elas não estão preparadas para isto”, excerto do livro Em Chamas, da trilogia Jogos Vorazes. Também se sabe que um leitor comum leva aproximadamente sete horas para ler o último livro da trilogia – aproximadamente 57 páginas por hora. É possível também averiguar a fidelidade do público, visto que, ao terminar a primeira obra da trilogia, uma parcela significativa dos leitores imediatamente faz o download do volume seguinte.

A indústria editorial tradicional sempre traçou estratégias baseada no número de exemplares vendidos em determinado momento, bem como na repercussão de determinado título entre a crítica e o grande público. Só. A existência do livro digital cria condições para novas análises baseadas em informações palpáveis sobre os hábitos de leitura do consumidor de determinada obra literária, território desconhecido até o momento. É possível descobrir até mesmo se a leitura foi completa ou apenas parcial – se o leitor foi até o fim com a obra ou abandonou a leitura pela metade.

Diante de tantas métricas, é válida a especulação: obras que romperam com a escola literária de seu tempo ou, de alguma forma, representaram alguma quebra de paradigma dentro de sua esfera cultural teriam espaço em um mercado editorial com um perfil consumidor estabelecido? A temática gera controvérsias e dissonâncias no mercado editorial. “Uma singularidade das obras literárias é que elas não precisam estar vinculadas a certos padrões e podem durar o quanto for necessário, não cabendo ao leitor a interferência nesse processo criativo”, disse Jonathan Galassi, presidente e editor da Farrar, Straus & Grioux, ao Wall Street Journal em artigo publicado no último dia 29. “Nós não encurtaríamos Guerra & Paz simplesmente porque alguém não completou sua leitura”, completou demonstrando cautela e atentando para os riscos da padronização excessiva do consumidor.

Primeira página da 3ª edição de Guerra e Paz

Enquanto é estabelecido o debate acerca da análise dos dados obtidos a partir da utilização de dispositivos digitais, a venda de e-books cresce furiosamente nos EUA. No primeiro semestre de 2012, a receita com a venda de livros digitais superou pela primeira vez a de livros impressos, de acordo com a Associação de Editoras Americana (AAP). O aumento foi significativo no segmento dos livros adultos, onde se obteve um rendimento de US$ 282,3 milhões (28% maior em relação ao mesmo período no ano anterior), embora o salto mais expressivo tenha sido na literatura infanto-juvenil, onde a receita de US$ 64,3 milhões representa um avanço de 233% comparado aos primeiros três meses de 2011. Diante de tais indicadores, é fácil deduzir que novidades virão e que a tecnologia pode aprimorar a experiência da leitura. Pelo menos enquanto todos os homens não tiverem sotaque britânico.

04/07/2012

A nata da literatura

Filed under: Dicas,Geral — Gabriel Kernnuak Farias @ 16:24

Começa hoje às 19 horas a 10ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Em uma década, a festa rompeu as barreiras da “discussão literária para críticos e escritores” e caiu nas graças do grande público consumidor e apreciador da literatura. Reconhecida pela presença de nomes laureados e temas pertinentes em suas bancadas de discussão – a edição de 2011 contou com o neurocientista Miguel Nicolelis e o filósofo Luiz Felipe Pondé debatendo questões confluentes às suas áreas de pesquisa, por exemplo – a Flip completa uma década em 2012 homenageando o poeta Carlos Drummond de Andrade e conta com Ian McEwan, Jennifer Egan, Fabrício Carpinejar, Angeli, Laerte entre outros convidados.

A programação completa do evento você encontra aqui.

Haverá transmissão ao vivo no site oficial da Flip 2012.

G.K.F.

Letras UFABC.

03/07/2012

Hora de cair na estrada

Filed under: Cinema,Dicas,Geral — Gabriel Kernnuak Farias @ 00:37
Tags: , , ,

É dada a hora. No próximo dia 13 estreará no Brasil a adaptação cinematográfica de On The Road. Título indispensável da bibliografia beat – quiçá da bibliografia do século XX, dado o grande impacto que causou após o seu lançamento, extrapolando os limites da crítica literária -, a obra é dirigida pelo brasileiro Walter Salles e conta com Kristen Stewart, Garrett Hedlund e Sam Riley em seu elenco.

Mais do que um evento simbólico marcado pela primeira exibição de uma peça audiovisual, a estréia de On The Road representa o reconhecimento à grandeza do livro que captou o espírito de seu tempo para disseminá-lo em cerca de 320 páginas marcadas pela prosa espontânea (que, a bem da verdade, não era tão espontânea assim: ante infindáveis recusas do mercado editorial, Jack Kerouac viu-se forçado a recortar e recriar várias vezes a sua própria obra, além de adicionar “montes de vírgulas inúteis”) e um fluxo de consciência batizado pelo poeta Lawrence Ferlinghetti como “febre onívora da observação”.

Uma vez lançado, em setembro de 1957, On The Road deflagrou o movimento beat do qual Jack Kerouac involuntariamente se tornou avatar. Fugia, contudo, do fardo que isso representava ao passo que a obra se tornava uma espécie de livro-prisão, atraindo para si uma quantidade enorme de estereótipos e chavões que não lhe pertenciam. Imediatamente após a publicação, Jack foi acusado pela revista Time de “estar dando fundamento à explosiva juventude que, de um canto ao outro do país, se agrupa em torno de jukeboxes e se envolve em arruaças sem motivo em plena madrugada”. Aquela voz não era a única. David Dempsey, então articulista do The New York Times, também atacava a obra. Após fazer suas ressalvas – sim, On The Road era “altamente legível e divertido”, Dempsey pontuava que o livro “não tinha uma moldura mais ampla dentro da qual seus personagens pudessem se desenvolver” além de exibir um ponto de vista neutro ante “tanto sexo, adultério e abuso de drogas”.

Mais do que conteúdo de imagens chocantes demais para a já não tão inocente década de 50, On The Road também acabou se transformando em influência direta para tudo o que veio depois no que diz respeito à arte e à cultura yankee. Fortemente influenciado pela estrada de Kerouac, Bob Dylan logo poria o pé na sua própria Highway 61 Revisited, também abençoado e amaldiçoado pela crítica, recebendo as mesmas glórias e padecendo dos mesmos males de Jack. Em seguida outros tantos leitores da obra seriam afetados profundamente pela mensagem de Kerouac: Jim Morrison fundou o The Doors ao ler On The Road; Hector Babenco fugiu de casa ao ler On The Road; Beck fundiu rap, folk e poesia beat após ler On The Road. O legado da obra é tamanho que é de se espantar que o filme tenha tardado tanto – ainda que isso possa ser mais uma artimanha do destino em tornar a adaptação cinematográfica do livro tão tortuosa quanto as estradas percorridas por Dean Moriarty e Sal Paradise, main characters e alter-egos de Neal Cassady e Jack Kerouac, respectivamente.

Ainda que o legado da obra tenha sobrevivido até os dias atuais, Jack Kerouac não teve a mesma sorte. Morreu em 21 de outubro de 1969 aos 47 anos, alcoólatra, barrigudo, morando na casa de sua mãe (com quem morou a vida inteira) e cansado de explicar o significado da expressão “beat” com hipérboles que irritavam os jornalistas e só reforçavam a mística existente ao redor da obra. Há quem atribua o fim de Jack Kerouac ao referido legado, num clássico episódio no qual criador definha em favor de sua criatura. É fato que o livro tenha lhe conferido um merecido prestígio além do dinheiro que tanto precisava, contrariando suas expectativas de que “a única coisa que estaria pronta para aceitá-lo era a morte”. Em todo caso, Kerouac viveu como o escritor mais solitário da América, mas não o menos brilhante. Resta saber se o filme estará à altura.

19/01/2012

Pague quanto acha que vale!

Nessa linda manhã de quinta-feira, 19 de Janeiro (quando voltam os episódios da 5ª temporada de The Big Bang Theory), indo trabalhar, deparei-me com uma vending machine muito curiosa na estação Consolação da Linha Verde do Metrô, em São Paulo. Era uma máquina de vender livros com a seguinte proposta:

São máquinas recheadas de livros em que você insere cédulas e independentemente do quanto você colocar, é só apertar o número referente ao livro que você quer e TCHUM, ela te dá o livro! Logo se vê que não é uma vending machine qualquer! É uma intervenção cultural com o intuito de estimular a leitura das massas.

Creio que alguns vão querer pagar o quanto ‘quiser’, a despeito do custo do livro; outros vão tentar saber ‘quanto vale’ de fato e pagar por isso. No fim das contas, todos saem ganhando, cultural e financeiramente falando, pois ler é um hábito que agrega muito valor à vida de uma pessoa. O dono da máquina vai ganhar em quantidade, pois há um momento na vida em que ler passa de hábito a mania. E quem lê, enriquece-se culturalmente, e isso não tem preço.

Fiquei olhando por uns bons 3 minutos para a máquina, para todas as indicações escritas nela. Que ideia simples, fantástica! Achei relatos do teste da máquina no site Observador Político. Descobri então que após pegar seu livro, vem a surpresa: você descobre o quanto ele realmente vale!

O projeto é da 24×7 Cultural e as máquinas podem ser encontradas em diversas estações do Metrô de São Paulo:

ESTAÇÃO SÉ

  • 1 máquina no mesanino à direita

SENTIDO À LINHA VERMELHA

  • 1 máquina no sentido Barra Funda Esquerda
  • 2  máquinas no sentido Barra Funda D1

SENTIDO À LINHA VERDE

  • 1 máquina no sentido Tucuruvi esquerda
  • 1 máquina no sentido Jabaquara direita
  • 2 máquinas no sentido Jabaquara esquerda

ANHANGABAÚ

  • 1 máquina no acesso à plataforma

BARRA FUNDA

  • 2 máquinas próximo à bilheteria
  • 1  máquina sentido CPTM

LUZ

  • 1 máquina sentido CPTM

CONSOLAÇÃO

  • 3 máquinas na plataforma

TRIANON MASP

  • 1 máquina na plataforma

BRIGADEIRO

  • 1 máquina na plataforma

Até mais!

Ana

Letras UFABC

13/01/2012

Agenda Cultural São Caetano – 13 a 20 de Janeiro

Filed under: Encontros,Eventos,Geral — Letras UFABC @ 19:45
Tags: , , , ,

Ana

Letras UFABC

 

11/01/2012

Terror no Museu da Imagem e Som

Filed under: Cinema,Dicas,Eventos,Geral — Letras UFABC @ 18:07
Tags: , , , , , , , , , ,

Dica do Bruno, diretamente do site do MIS para aqueles que sentem falta do Noitão do Belas Artes (ou não)!

No dia 13 de janeiro o MIS promove uma programação especial para os amantes de filmes de terror. Serão exibidos três títulos consagrados do cinema de horror durante toda a noite.

A programação inicia-se com a exibição de Alucardos – Retrato de um vampiro (Ulises Guzmán, 90’, 2010 – ganhador do prêmio de melhor filme e direção no 6º Cinefantasy), seguido de À meia-noite levarei sua alma (José Mojica Marins, 81’, 1964) e Alucarda, La hija de lãs tinieblas (Juan López Moctezuma, 85’, 1978).

Sobre os filmes:

ALUCARDOS – RETRATO DE UM VAMPIRO
Documentário, Horror, México, 2010, 90’
Direção: Ulises Guzmán
Elenco: Alessandra Moctezuma, Manolo Duran, Tina Romero, Juan Carlos Colombo, Christina Mason, Jorge Ayala Blanco, Luis Romano, Liliana Ortiz Durán, Lalo Casares, Eduardo Moreno, Carlos Monsiváis, Óscar Olivares, Alexis Arroyo, Juan López Moctezuma.
Manolo e Lalo, obcecados pelo filme mexicano Alucarda, dedicam-se a procurar pelo diretor do filme, Juan López Moctezuma, até eles tropeçarem com ele em um hospital psiquiátrico. Depois de sequestrar o diretor e fazê-lo lembrar de seu passado, o diretor recobra sua lucidez e faz deles os guardiões de seu trabalho. No meio de uma atmosfera que vai do maravilhoso e mágico do cinema ao hospício… a obsessão vai ao limite.

À MEIA-NOITE LEVAREI SUA ALMA
Ficção, Horror, São Paulo, Brasil, 1963, P&B, 81’
Direção: José Mojica Marins
Elenco: José Mojica Marins, Magda Mei, Nivaldo de Lima, Ilídio Martins
O cruel e sádico coveiro Zé do Caixão, temido e odiado pelos moradores de uma cidadezinha do interior está obcecado em conseguir gerar o filho perfeito, aquele que possa dar continuidade ao seu sangue. A sua mulher não consegue engravidar e ele acredita que a namorada do seu melhor amigo é a mulher ideal que procura. Violada por Zé do Caixão, a moça quer cometer suicídio para regressar do mundo dos mortos e levar a alma daquele que a violou.

ALUCARDA, LA HIJA DE LAS TINIEBLAS
Ficção, Horror, México, 1978, 85’
Direção: Juan López Moctezuma
Elenco: Tina Romero, Claudio Brook, Susana Kamini
Uma jovem chega a um convento após a morte de seus pais, fato que marca o início de uma série de eventos que liberta uma presença maligna na garota e na sua misteriosa nova amiga, uma enigmática figura conhecida como Alucarda.

 

Ingressos à venda na Recepção MIS ou através do site: www.ingressorapido.com.br

Dia: sexta-feira 13 (Janeiro)

Local: auditório do MIS

Horário: a partir das 23h

Preço: R$ 6,00 (desconto de 50% para estudantes)

Como chegar: http://www.mis-sp.org.br/comovisitar

Boa diversão e olhem por onde andam!

Ana

Letras UFABC

Lendo nas férias – As Crônicas de Nárnia

Filed under: Diversão,Dos Livros que Li,Geral — Letras UFABC @ 17:58
Tags: , , , , , ,

Nessas férias, tirei meu tempinho para ler pelo menos um das dezenas de livros que estão na minha estante virtual.

 O escolhido foi ele: “As crônicas de Nárnia – Volume Único”. Meu namorado me deu quando o preço no submarino foi para R$19,90 (fintchy reais)!

Dos filmes, vi apenas o primeiro, “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa” e achei a história legal mas nada tão espetacular, com efeitos aceitáveis mas não tão surpreendentes. Mas, pelo filme, achei que valeria a pena ler os livros. E estava certa! Estou adorando! O volume único vem com os 7 livros, na ordem:

1. O Sobrinho do Mago

2. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa

3. O Cavalo e seu Menino

4. Príncipe Caspian

5. A Viagem do Peregrino da Alvorada

6. A Cadeira de Prata

7. A Batalha Final

Já li os 4 primeiros e estou no 5º. As histórias são cheias de imaginação e nos fazem lembrar da época de criança, quando sonhávamos voar, fazer magia e viver aventuras em outros mundos! O autor, Clive Staples Lewis, que viveu entre os anos de 1898 e 1963 fazia parte de um grupo que se reunia para discutir ideias para suas histórias e do qual fazia parte o conhecido J.R.R. Tolkien, autor da trilogia O Senhor dos Anéis. Lendo sobre o livro por aí, fala-se muito que C.S. Lewis prega os ensinamentos cristãos através de metáforas que crianças entendem; ele negou que isso fosse verdade. Se você ler o livro, verá que pode ser sim verdade. Aslam é um deus e os outros personagens não conseguem muito sucesso sem sua ajuda: ele sempre vem para ajudar, combater o inimigo, mostrar o caminho, dar lições e julgar. Aslam é onisciente, é conhecido entre os filhos de Adão ‘por outro nome’ e ao que parece sempre existiu. Há no livro o bem e o mal, até mesmo entre a população de Nárnia há bichos e seres bons e bichos e seres maus; há os bichos que falam e entendem, e outros, ‘tapados’, que não falam e mal entendem (seriam os pagãos???). Há bastantes teorias da conspiração acerca dos livros de C.S. Lewis, ou seria apenas a imaginação estimulada dos leitores após ler as histórias surreais de Nárnia? Bem se quiser saber um pouco sobre essas discussões na Wikipédia, clique aqui.

As histórias de Nárnia são para estimular a imaginação e nos fazer lembrar que imaginar é não só gostoso como faz bem ao juízo! É! Imaginávamos tanto quando crianças e quando crescemos esquecemos que a imaginação pode ser o começo de muitas histórias, de muitas conquistas, de muitas ideias e soluções!

Bem, quando terminar de ler, prepararei uma resenha com mais detalhes e impressões… Mas e vocês, o que andam lendo nessas férias?

Ana

Letras UFABC

11/10/2011

Interações Geram Interações

Olá Pessoal,

Há quanto tempo que eu não escrevo aqui hein?!  Para ser mais realista, há quanto tempo não interajo nas redes sociais – pelo menos no Twitter, ou no Google + (aliás, quem usa?) !

E é interessante, sendo um expectador, notar como elas funcionam. Elas não são mais do que um serviço onde o produto é você.

Se você não está pagando por elas, você não é o cliente, você é o produto sendo vendido.

Interações Geram Mais Interações

Interações Geram Mais Interações

É com elas que você gasta os cliques do seu mouse, e as teclas de seu teclado. Você publica no mural das outras pessoas, menciona-as na rede, as cutuca, manda mensagens privadas, esperando que você possa receber interações de volta. Outra opção é colar um texto ou uma imagem superbacanas no seu “mural”, para que um monte de gente curta e compartilhe com seus amigos, desse jeito muitos verão seu nome aparecendo em suas telas principais. Você quer ser importante.

Então eu fiz um breve monitoramento dos últimos tempos. A quantidade de requisições por você vai caindo tão drasticamente quanto distante das redes sociais você está. E é aí que o Twitter te envia um e-mail: @ClayKaboom, sentimos sua falta!”! Mentira! Nem um de seus “amigos”,”seguidores”, realmente notou a sua falta. Eles estão todos preocupados em serem notados gerando mais e mais frequentes interações com seus colegas de rede social, clicando nos links patrocinados, e dando dinheiro para os detentores das grandes empresas por trás desse imenso jogo.

Atualize seus relacionamentos, seus grupos de “melhores amigos”, ponha sua localização, liste seus parentes, e isso vai permitir que as redes sociais saibam mais sobre você e direcionem seu comportamento, sugerindo cada vez mais coisas com as quais você gosta de gastar seu tempo ou dinheiro.

Faça o teste você também: interaja com outras pessoas falando coisas ordinárias, e elas vão interagir com você por condescendência, ou pela expectativa do estabelecimento de um novo ciclo de interações. Se for esta, ela fará algo que exija que você a responda (como uma pergunta), se for aquela, provavelmente será uma risada ou uma afirmativa ( e isso significa que a pessoa tem uma rede interações de maior interesse com que se preocupar).

(Minha versão de ) Doug Funnie

(Minha versão de ) Doug Funnie dando Tchaus 😀

Bem, isso não é uma crítica às redes sociais, mas sim uma breve análise ( muito bem sabida por todos muitos) do que realmente significam as interações que fazemos em seus sites. Tratam-se de interações que dificilmente destacam tanto a pessoa quanto aumenta o valor da própria rede social. E há uma infinidade delas que são superficiais, o que me faz pensar sempre se o que vou postar é algo que traz algum benefício para os que verão aquilo, ou se meramente algo que espero que traga algum destaque entre os outros.

Como geralmente não tenho algo tão importante assim a ser postado, a segunda opção é a que prevalece. Mas tento treinar esse tênue agente de consciência para trabalhar em plano de fundo, o que me coíbe de ter algo a contribuir para o crescimento dessas ferramentas que de uma forma ou de outra giram muitos milhões de dólares num intervalo de tempo tão pequeno que muitos possam sequer um dia imaginar.

Com certeza, mesmo sabendo disso tudo, estamos cientes de que há algo em nós que gosta de gastar tempo nessas redes. O importante é saber gerenciar o nosso tempo enquanto estamos nelas.

Blogs e Vídeos

Outro tipo de interação são os posts em blogs e portais de vídeo. Esses são mais sutis porque não se identificam prontamente como redes sociais, mas definitivamente são. Nelas, você pode se socializar com outras pessoas, mesmo que seja xingando quem votou negativamente no vídeo.

Mas eu acredito que quem faz (não quem copia) o conteúdo nesses meios geralmente dedica-se muito mais para fazer algo de qualidade, e merecem muito mais mérito, pois são eles quem alimentam as mais popularizadas redes sociais (as das massas, as redes de consumo de conteúdo e de baixa produção do mesmo). O que seria do facebook, se não existissem os blogs de humor, ou os vídeos capazes de emocionar ( que causam alguma emoção, e não necessariamente o choro) as pessoas? O que as outras pessoas curtiriam? Somente os estados de humor e as realizações pontuais de outros (como esta que fiz só para testar a reação do pessoal)?

Motor Social da Internet retroalimentado

Redes Sociais de grande impacto alimentam as de interação interpessoal.

O que eu admiro nos blogs, vídeos, e sites, é a capacidade que eles tem de ser atemporais. Eles podem causar interações por muito mais tempo; e é exatamente isso que eu não gosto no Twitter, Facebook, ou qualquer coisa do gênero. Você curte aquilo, e logo elas se perdem na “linha do tempo”. E poucos são os que compartilham a mesma coisa duas vezes, acredito que sintam-se como alguém que fica repetindo a mesma coisa que falou para seus interlocutores periodicamente.

Então as Redes Sociais destinadas à produção de conteúdo, ou sites de mesmo fim, são os grandes responsáveis por alimentar as redes sociais das massas e se retroalimentar – graças aos tradutores e aos copiadores de conteúdo – mantendo o motor social virtual sempre ativo.

E digo que elas são atemporais, apenas por superficialmente analisar as estatísticas de acesso de alguns posts, como os do Castelo Rá-Tim-Bum e do Doug (por isso o desenhinho acima), o do ENEM ( que recebe interações sobretudo nesta época do ano), ou o da paginação no Word ( principalmente para os que estão fazendo TCCs), que mesmo tendo sido escrito há meses, ou anos, ainda rendem boas visitas, e certamente motiva o autor a continuar produzindo.

Por fim…

Ora, quem diria que eu conseguiria espalhar tantas palavras assim num campo de texto tão grande e desafiador?! Eu não diria. Mesmo assim, consegui fazer um post bem verborréico e, se você está lendo isto, agradeço-lhe muito.

Um grande abraço, e até a próxima ( que espero que seja bem próxima)

Clayton

24/09/2011

Dicas – Blog da Lola

Filed under: Dicas — Letras UFABC @ 13:26
Tags: , , , , , , ,

Olá, tudo bem com vocês? Hoje vou dar uma big dica de leitura pra todos.

Lola Aronovich é responsável por escrever os textos mais fantásticos da blogosfera brasileira. E talvez ela seja modesta ao falar sobre isso, mas creio que se você os ler, terá certeza de que eu tenho razão!

A Lola é feminista e só por esse motivo já enfrentou muito preconceito ao lutar pelos direitos d@s mulheres e das minorias oprimidas ao longo de sua vida e é possível que esteja enfrentando preconceito de você que está lendo esse texto agora apenas por eu ter mencionado a palavra feminista.

Há textos que te fazem refletir nada, um pouco ou muito, a ponto de repensar seus conceitos ou pelo menos prestar mais atenção a eles. Os textos da Lola são todos dessa última categoria. Ela fala mesmo! Ela cutuca a ferida, escreve em claras letras coisas que permanecem subliminares no nosso dia-a-dia. E ela não faz isso para provocar intriga, briga, polêmica, etc, a Lola escreve fatos e difunde, a cada post, valores que nossa sociedade deveria ter e não tem, difunde palavras que não passam despercebidas pelo simples fato de se parecerem muito com a realidade.

Ela fala principalmente das diversas dificuldades que todas @s mulheres encontram para serem cidadãs respeitadas atualmente e, ao contrário do que muitos pensam, não só as mulheres devem refletir sobre isso. Eles devem ser ponderados por todos para que consigamos viver melhor e com menos injustiças.

Adicionalmente, ela escreve sobre um monte de outras coisas também, como críticas de filmes. Ela também tem um twitter ativo no qual ela, inclusive, conversa com seus leitores. O legal é que ela costuma responder aos comentários do blog também; cada post tem um montão de comentários, ou seja, o assunto não acaba no fim do post!

Clique nos links para conferir

BLOG DA LOLA

TWITTER DA LOLA

Até mais!

Ana

Letras UFABC

Que tal participar do blog?

Filed under: Geral — Letras UFABC @ 12:40
Tags: , , , ,

Bom dia, leitores!

Quem vê a primeira página percebe facilmente que estamos em defasagem com as postagens… e adivinhem por quê? Estudos, trabalho, cursos, sono e coisas do tipo, é claro!

Eu, como uma das que criaram o grupo Letras UFABC, fico muito chateada. Já fizemos coisas muito bacanas ao longo desses anos e é triste que isso acabe. Esse problema ocorre porque há poucas pessoas na equipe, mesmo que tenhamos tentado trazer mais gente para a “equipe”.

Difundir as artes, cultura, entretenimento de qualidade e mais do que isso, ser um local que esteja de portas abertas para aqueles que gostam de criar tais coisas, são os grandes objetivos do Letras UFABC. É por isso que convidamos você a participar desse blog.

O que preciso para participar?

É mais fácil falar primeiramente daquilo que não é preciso que você saiba para participar:

– Preciso ser da UFABC?

R.: NÃO. Somos abertos àqueles que tem vontade de fazê-lo, independente de raça, credo, classe social ou o lugar onde estuda, e não se intimide apenas pelo nome LETRAS UFABC.

– Preciso ser jornalista?

R.: Com certeza não! Você precisa apenas escrever de maneira que todos consigam entender. Cada um tem seu jeito de escrever e desde que não se use uma linguagem pesada (palavrões, obscenidades, etc), pode-se ESCREVER DA MANEIRA QUE QUISER!

 

Como será minha participação?

A sua participação mínima deve ser escrever posts para o blog, e quanto mais pessoas participarem, menos posts por período você terá que escrever. A meta é que se escreva pelo menos 1 post por semana. Além disso você pode participar da maneira que quiser, desde fazendo outras coisas virtualmente, como vídeos, entrevistas, como também promovendo ações presenciais na universidade ou outros lugares, por exemplo.

O grupo tem vários “simpatizantes” que não se tornaram participantes ativos pelo fato de eu nunca tê-los pressionado a fazer as coisas de verdade. Creio que o grupo existe, e também o blog, para ser um hobbie e não uma obrigação. Porém, faz-se necessário um compromisso mínimo daqueles que se propõem a participar, senão acaba VIRANDO BAGUNÇA! Então espero que quem se propuser, faça-o de coração e tenha consciência de que o que fazemos por aqui é algo que acrescentará tanto na sua vida como na de quem acompanha.

Como entro em contato?

Não tem frescuras, basta mandar um e-mail para:

letrasufabc@gmail.com

com as seguintes informações:

– Nome:

– Idade:

– Twitter/ Google+/ Facebook:

– É aluno da UFABC?

– Por que deseja participar?

– Quais são as atividades que deseja desenvolver?

Entrarei em contato o mais brevemente possível a partir do envio do seu e-mail.

Quanto mais gente participar, melhor! Espero contar com o apoio de vocês todos de alguma forma e prometo também eu mesma, que participarei mais ativamente das atividades!

Ana

Letras UFABC

27/07/2011

Ler…

Filed under: Citações — Letras UFABC @ 01:04
Tags: , ,

“… trata-se de pensar a leitura como algo que nos forma (ou nos de-forma ou nos trans-forma), como algo que nos constitui ou nos põe em questão naquilo que somos. A leitura, portanto, não é só um passatempo, um mecanismo de evasão do mundo real ou do eu real. E não se reduz, tampouco, a um meio de se conseguir conhecimento”.

LARROSA, J. Literatura, experiência e formação. in COSTA, M.V. (Org.) Caminhos investigativos. 
Novos olhares na pesquisa em educação. Rio de janeiro: DP&A, 2002.

17/07/2011

“Dom” – Por Bruno, o Vento

DOM

Por Bruno, o Vento – Do Blog NIX, NOITES PRIMORDIAIS (clique para ir até o blog)




Eu tenho um dom: Memória eidética de amores passados, jamais esqueço uma mulher a qual ja tenha amado. Lembro-me de Antonia: alta, loira, um belo rosto. Casou-se com um crápula, que a espancava. Teve dois filhos. Matou os dois e o marido enquanto dormiam. Soube que foi presa e morta na cadeia. Lembro-me de Gisela: corpo magnífico, uma boca deliciosa. Tornou-se puta! Ainda a encontrei nessa fase umas duas vezes, não me reconhecia mais, talvez por causa da coca, que acabou com o cérebro dela. Morreu de overdose, transformou todo o dinheiro de uma semana em pó e cheirou tudo de uma vez. Matilde. Ahh, Matilde! Essa cansou de dizer que me amava, que queria viver comigo pra sempre que teríamos uma casa no campo com uma cerquinha e um cachorro. Me traiu. Com meu irmão. Azar o dela, ele tem AIDS. Lembro-me de uma Maria. Moça de família conservadora, o pai extremamente rigido, ela, extremamente fechada, íamos ao cinema, ela tinha que levar o irmão junto para que eu não tomasse liberdades. Voltando para casa após sair da igreja, a noite, usando o atalho de sempre, foi pega por dois vagabundos, tentou preservar sua tão valiosa honra. Foi estuprada pelos dois e espancada até a morte. Que pena! A única que talvez eu tenha realmente amado do fundo do coração foi Amélia, minha doce Amélia. Nosso relacionamento era bem intimo, íamos ficar noivos, ela esperava um filho meu. Ahh, doce Amélia!! Morreu. Abortou nosso filho numa dessas clinicas clandestinas. Sangrou até morrer. Não estava nos planos dela ter um filho. Porque você não me amou como te amei? Bem, acho que elas nunca me amaram como eu as amava. Ou eu nunca as amei como elas me amavam. Mas, eu as amei. Por motivos diferentes. Em momentos diferentes. Em proporções diferentes. Talvez na verdade seja esse meu dom: amar as mulheres erradas, pelos motivos errados, nas proporções erradas. Será que isso ainda pode ser chamado de dom?


Letras – UFABC

31/05/2011

SARAU LATINIDADES

Filed under: Eventos — Letras UFABC @ 18:48
Tags: , , , , ,

Nesta quinta-feira ocorrerá o 3º Sarau da UFABC, confira programação abaixo:

Chame os amigos, a família e venha se envolver em arte! Todos são convidados a assistir e também se apresentar: recite poemas, cante, dance, toque um instrumento! Não deixe essa oportunidade passar!

Até lá!

Letras UFABC

« Página anteriorPróxima Página »

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: